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Controlo da sua Asma

Consulte-nos, pela sua saúde

Consulte-nos, pela sua saúde José Alves, Presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão

Um olhar profundo sobre a asma em Portugal

A Fundação Portuguesa do Pulmão tem vindo, ao longo dos últimos anos, a fazer análise independente dos dados da asma e outras doenças respiratórias disponibilizados pelas entidades públicas nacionais.

A mais recente edição do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias mostra que houve um ligeiro aumento do número de internamentos e dos óbitos por asma, porém sem significado clínico. A asma é uma doença para toda a vida, mas as queixas não. Na infância os sintomas de asma manifestam-se em 20 por cento das crianças, na adolescência as queixas diminuem, atingindo apenas cinco por cento da população. Por volta dos 45/50 anos verifica-se um aumento da prevalência dos sintomas, subindo para 10 por cento. Não havendo explicação consensual para este aumento, pode justificar-se com a existência de outras patologias associadas ou com a exposição continuada a alergénios (gatos, pólens, ácaros).

Hoje, é possível controlar a asma viver sem limitações. O tratamento da asma é preventivo, evitando os alergénios e fazendo medicação diária, que impede as crises e os sintomas, tosse, chiadeira, falta de ar. Na maior parte das vezes o tratamento é inalatório. Deve ser inalatório, por ser mais eficaz e trazer muito menos efeitos secundários. Saber usar o inalador prescrito pelo médico é fundamental para o bom resultado terapêutico. O uso deficiente dos inaladores é a primeira causa de asma não controlada. Dizemos que asma está controlada quando não se manifesta e os doentes podem fazer tudo que fariam sem ter esse diagnóstico, correr, rir, dormir, passear à beira-mar, etc.

Os asmáticos que se sentem limitados devem procurar o seu médico para verificar a qualidade da sua técnica de inalação, essa pode ser a causa das queixas. Os outros, que se sentem bem, devem visitar regularmente o seu médico, muitas vezes os doentes crónicos habituam-se às limitações provocadas pela doença, não as identificando.

Fonte: Artigo publicado no Dossiê Especial Saúde, suplemento integrante do Diário de Notícias e Jornal de Noticias de 18 de abril de 2017

PRT/AST/0002/17l Data de preparação: Julho 2017