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Controlo da sua Asma

O que é?

O que é a asma?

A asma é uma doença crónica que provoca inflamação das vias aéreas dos pulmões, causando pieira, dispneia e tosse. 1

Esta doença resulta do estreitamento dos brônquios, que pode ocorrer em várias circunstâncias. Consequentemente, o ar sai e entra nos pulmões com mais dificuldade. 2

O estreitamento é provocado pelo aumento da parede dos brônquios e pela contração dos músculos que existem à volta dos mesmos. Desta forma, o interior dos brônquios torna-se mais reduzido e há uma maior quantidade de secreções. 3

Ainda que não haja uma cura para a asma, esta doença pode ser prevenida e controlada, com recurso a medicamentos mas também com medidas não farmacológicas. As decisões terapêuticas devem ser feitas pelo médico, que selecionará a melhor opção consoante a gravidade ou os níveis de controlo da doença. Esta doença não deve ser estigmatizada ou motivo de censura social. Ter asma não é motivo de vergonha. Muitas celebridades – políticos, governantes, desportistas, artistas – são asmáticas e, no entanto, conseguem fazer uma vida normal. 4

Patologia Crónica

A asma não é uma doença contagiosa e pode surgir em qualquer idade. Frequentemente ligada à rinite alérgica, aparece três vezes mais nas pessoas com rinite do que naquelas que nunca tiveram sintomas nasais. 5

Há que ter a noção de que se trata de uma patologia crónica, exigindo, portanto, um esforço de prevenção que em regra se prolonga por toda a vida de um asmático. 4

A maior dificuldade enfrentada no combate à asma é a falta de diagnóstico. Isto porque em diversos casos a doença não se manifesta através de sintomas evidentes, desencadeando-se apenas através de outras condições clínicas – entre elas a sinusite, a apneia do sono e a doença de refluxo gastroesofágico. 6

O diagnóstico é geralmente feito através de uma espirometria – exame indolor aos pulmões através de um tubo ligado a um aparelho denominado espirómetro, que regista o volume e a velocidade do ar que respiramos. 4

Classificação da Gravidade4

A gravidade desta doença varia de pessoa para pessoa e, mesmo no próprio indivíduo ao longo do tempo. Assim, a asma pode ser classificada como ligeira, moderada ou grave/muito grave.

É ligeira, em princípio, se os sintomas ocorrerem entre dois dias por semana e um ou dois dias por mês, com maior prevalência nos meses de Inverno.

Será moderada com um sintoma diário, geralmente à noite ou de madrugada.

E é grave se for persistente e contínua, prolongando-se ao longo do dia e com maior incidência entre o pôr-do-sol e o amanhecer.

Neste último caso, em situações limite, pode causar incapacidade permanente ou até a morte por falta de assistência oportuna ou da medicação mais adequada. Supõe-se, no entanto, que o número de vítimas mortais não ultrapasse 0,1% dos portadores da doença. Em números absolutos, são cerca de 180 mil pessoas à escala mundial.

Breve História5

Já mencionada há mais de 2500 anos no Egipto, a asma mereceu pela primeira vez referência em contexto médico ao ser referida por Hipócrates (460 a.C.-370 a.C.), na Grécia Antiga. Outros médicos célebres, como o romano Galeno (130 d.C.-210 d.C.) e o judeu Maimónides (1138-1204), legaram-nos também pormenorizadas descrições clínicas da doença e das suas causas, associando-a ao clima húmido.

Só no final do século XIX surgiram as primeiras associações da asma à rinite alérgica. Mas entre as décadas de 30 e de 50 do século XX foi inserida no catálogo das doenças psicossomáticas, o que perturbou o combate às suas causas. À época, não faltaram clínicos que sugeriram o tratamento com o recurso à psicanálise.

Já a década de 60 estava em curso quando a asma foi enfim plenamente reconhecida como doença crónica inflamatória das vias respiratórias. Intensificaram-se então os tratamentos com recurso a corticosteroides orais, iniciados ainda durante os anos 50, quando foi igualmente introduzido o uso clínico dos inaladores pressurizados.

Na década de 90, dois estudos epidemiológicos de grande alcance permitiram elaborar um mapa mundial da prevalência da asma e outras doenças do foro alérgico, estabelecendo padrões para a sintomatologia, as populações mais sujeitas à doença asmática e a metodologia mais indicada na prevenção e tratamento. O primeiro destes estudos, intitulado European Community Respiratory Health Survey (Burney P. et al., Eur Respir J, 1996, 9, 687–695), incidiu apenas sobre a população adulta. O segundo, International Study of Asthma and Allergy in Childhood (Asher MI & Weiland SK. Clin. Exp. Allergy. 1998. 28 Suppl 5:52-66) foi mais alargado, abrangendo crianças e jovens.

wikiAsma

1 - Global Stratagy far Asthma Management and Prevention. Global Iniciative for Asthma (GINA 2016) 2 - Murdoch JR & Lloyd CM. Mutation Research 690 (2010) 24 – 39) 3 - Brillet PY et al. Academic Radiology (2015) 1 – 9; 4 - Manual de Boas Práticas Asma, da Direcção-Geral da Saúde 5 - Bergeron C & Hamid Q. 2005. Allergy, Asthma & Clinical Immunology 6 - Abdul Razak MR & Chirakalwasan N. Asian Pac. J. Allergy Immunol 2016. 34(4): 265-271 7 - All About Asthma (online) - último acesso: Fevereiro 2017

PRT/AST/0002/17f Data de preparação: março 2017